Eluveitie: Shows em Brasília e Curitiba cancelados

Após conflitos de contratuais entre banda e produção, o Eluveitie (Suiça) decidiu não realizar a apresentação que faria hoje no Mister Rock, em Belo Horizonte. Abaixo o comunicado emitido pela produtora de shows, EV7 Live: 

"Comunicamos a todos que os shows das bandas Eluveitie e Tuatha de Danann nas cidades de Belo Horizonte (16.2), Brasília (17.2) e Curitiba (19.2) estão definitivamente cancelados. A apresentação em Belo Horizonte foi cancelada pelo Eluveitie. As outras duas por nós, da EV7 Live.

Eluveitie vai provavelmente apresentar três justificativas para o cancelamento do show em Belo Horizonte, hoje:

1) O camarim não estava pronto quando eles chegaram à casa de shows;
2) A casa de shows não possuía estrutura necessária para  receber o show da banda, especialmente no que se refere à iluminação.
3) Faltava a nós pagar uma "parcela" do cachê.

Vamos comentar brevemente sobre cada um desses pontos, antes de informar os motivos que nos levaram a cancelar os shows restantes:
Sobre o camarim não estar pronto: sim, realmente não estava. Erro nosso. Mas, dificilmente pode-se considerar isto motivo para cancelamento de um show. A lista deles é específica e enorme, com ítens difíceis de encontrar, veganos etc.
Sobre a casa de shows não possuir estrutura: difícil concordar com isso, posto que a casa recebeu bem shows das bandas Accept, L7, Cavalera Conspiracy, Destruction, Therion, Cellar Darling, entre outros.
Sobre a iluminação ser precária: deixando de lado que eles já tocaram em locais com muito menos iluminação como Teatro Odisseia (no Rio), deixamos claro aqui que nos propusemos a contratar o que fosse necessário para atendê-los, caso nos dessem a chance de manter o evento de pé, mas a resposta foi negativa.

Sobre a parcela restante do cachê: primeiro, vamos colocar as coisas em perspectiva: a banda já havia recebido 94,54% do valor total do cachê, faltando 5,46% a ser recebido em cash no Brasil. Informamos ao produtor da banda que não há casas de câmbio abertas aos sábados, então nos dispusemos a entregar o valor faltante em R$. Não quiseram.

Quando, portanto, eles dizem em sua nota de cancelamento que "tentamos de tudo para que esse show acontecesse", estão mentindo. Há muitas testemunhas acerca disto. Eles sequer montaram o equipamento no palco. Sequer ligaram o som (um line array PA JBL Vertec, local exclusivamente para eles). A intransigência foi absoluta, desde o primeiro minuto em que pisaram na casa de shows.
A decisão da banda Eluveitie, somada a OUTROS fatores, levou nossa produtora a decidir pelo cancelamento das datas seguintes. Eis os fatores:

1) A banda é ingrata. Por erro DELES, os voos de saída do Brasil foram emitidos saindo do Rio de Janeiro no dia 21. No entanto, o último show era em Curitiba, no dia 19. O que fizemos? Oferecemos à banda, como cortesia, por hospitalidade, voos de Curitiba para o Rio, além de um hotel na praia de Copacabana, para que curtissem um dia de sol (ou de chuva) na Cidade Maravilhosa. Um gasto extra de mais ou menos 10 mil reais. Que produtora faz isto? Nenhuma. Valeu de alguma coisa? Nada!

2) A banda - especialmente na figura de seu produtor - Sr. Patrick Haeberli - foi desrespeitosa com a banda Tuatha de Danann, ontem, em São Paulo. O Tuatha teve que sair do palco aos gritos do Sr. Haeberli e foi impedido inclusive de tirar a famosa foto com o público atrás.
3) A banda é mesquinha. Apenas para citar um exemplo do estrelismo descabido, ontem recebemos a "ameaça" do Sr. Haeberli da possibilidade dos shows serem cancelados pela ausência no camarim de - pasmem! - chá.

4) Por fim, não tínhamos de fato nenhuma segurança de que os shows em Brasília e/ou Curitiba poderiam acontecer, mesmo se decidíssemos por sua continuidade. E se um cabo fosse menor que a exigência deles? Ou se não tivesse chá? Ou o que aconteceria se a van atrasasse para pegá-los por causa da chuva? Não é justo submeter o público a tantas possibilidades de cancelamento de última hora - então, decidimos nós mesmos cancelarmos.

A aqueles que compraram seus ingressos, informamos que todos serão reembolsados integralmente. Os detalhes serão postados nos eventos do Facebook de cada um dos shows, na próxima segunda feira.

Atenciosamente,
EV7 LIVE"

Maiores informações sobre o ocorrido, em breve.



 

Ektomorf - Sesc Pompeia, São Paulo - 08/02/2019

Por Leandro Cherutti

É indiscutível que o Brasil já se tornou rota indispensável para qualquer banda de Heavy Metal que se preze, mas por incrível que pareça, muitas das bandas já consagradas em determinados estilos nunca pisaram por aqui antes, este é o caso da húngara Ektomorf, que somente agora, após longos 25 anos de estrada conseguiu realizar uma mini turnê por terras tupiniquins. O grupo possui oficialmente 17 álbuns lançados, 15 deles de estúdio e 2 ao vivo. Em seus primórdios é quase impossível não perceber a forte influência que a banda Sepultura injetou em suas composições, principalmente a linha implantada no álbum Roots de 1996, e que de certa forma, analisando friamente isto ainda segue nos tempos atuais, mas não mais como uma inspiração da banda brasileira, mas sim com estilo inconfundível criado por estes húngaros, pois nem mesmo o Sepultura seguiu na época com esta forma de fazer música. Só para constar 1996 foi o ano que o Ektomorf lançou o seu primeiro disco. Nesta sua primeira oportunidade em terras brasileiras os húngaros excursionaram ao lado de um grande nome da música extrema nacional, o Lacerated and Carbonized.

Aqui estou mais uma vez, exatamente uma semana após o maravilhoso show do Venom Inc na The House Music Club, tive a honra e o prazer de disfrutar de mais um show na cidade de São Paulo. Desta vez o lugar escolhido foi o aconchegante Sesc Pompéia, um recinto agradável, muito bem localizado e dono de uma estrutura digna de primeiro mundo.

Como anunciado previamente, o show teve seu início pontualmente às 21h30, com os cariocas do Lacerated and Carbonized mandando logo de cara uma dobradinha do aclamado disco The Core of Disruption de 2013, sendo elas Third World Slavery e Awake the Thirst. Dando continuidade ao evento os brasileiros apresentaram com precisão a faixa Spawned in Rage, em seguida tocaram outras duas composições do não tão recente disco Narcohell (2016) a rápida e pesada Narcohell e logo depois Bangu 3.

Nesta oportunidade o grupo veio a São Paulo desfalcado de seu excelente baterista Victor Mendonça, que por motivos particulares vem sendo substituído em altíssimo nível por Sandro Moreira, baterista da lendária banda de Death Metal gaúcha Rebaelliun e que atualmente também faz parte da banda Exterminate. Portanto o Lacerated and Carbonized se apresentou nesta ocasião com Jonathan Cruz (vocal), Paulo Doc (baixo) e Caio Mendonça (guitarra) e claro, com o já citado acima Sandro Moreira.

Devidamente apresentados, vamos com mais músicas, Odio e o Caos, BloodDawn e Severed Nation foram as próximas a agitar o bom público que compareceu nesta calorosa noite de sexta feira ao Sesc Pompéia. Os músicos se basearam em seus dois últimos trabalhos para preparar o setlist, mas o repertório também contou com exceções, a primeira foi Seeds of Hate que faz parte do álbum de estreia Homicidal Rapture, esta por sua vez se intercalou com Decree of Violence e Hell de Janeiro do Narcohell. A outra exceção ficou por conta da execução da clássica Mundane Curse, que também faz parte do primeiro trabalho do grupo.

Com aproximadamente 45 minutos de total destruição e cumprir um show impecável, o Lacerated and Carbonized se despediu do público deixando aquele gostinho de quero mais. Em minha modesta opinião foi um show sensacional!

Com uma carreira mais que consolidada internacionalmente, chegou o momento do Ektomorf realizar sua estreia por aqui, o relógio marcava aproximadamente 22h20 quando os músicos iniciaram de forma avassaladora sua apresentação, mostrando todo seu poderio musical executando quase que na integra o seu mais recente trabalho Fury, onde podemos encontrar 10 raivosas composições, e por incrível que pareça o quarteto executou uma sequência fulminante com 9 delas. Em meu modo de ver e analisando a extensa discografia do grupo, eles poderiam ter misturado um pouco mais composições antigas, presenteando melhor estes fãs que esperaram por tanto tempo a oportunidade de ver de perto estes gigantes do Groove/Thrash Metal, mas com certeza a maioria das pessoas que ali estavam nem ligaram para isto, queriam mais é aproveitar da melhor forma possível este momento único e tão aguardado. Após toda esta saraivada de músicas de um mesmo disco, ainda não era o momento de ouvir algo velho, pois a banda mandou mais uma composição nova, desta vez Eternal Mayhem, faixa que esta inclusa em um single homônimo lançado em outubro de 2018.

Retirada do ótimo disco Agressor, agora tivemos um momento especial com a música Holocaust, que foi dedicada a 6 milhões de vítimas do genocídio perpetrado pelo nazismo durante a segunda grande guerra, mesmo com uma levada cadenciada a faixa levantou de forma massiva o público.

A banda possui em sua formação músicos com uma técnica impressionante, mas acima de tudo o que mais chama a atenção é o carisma que Zoltán Farkas (vocal/guitarra), Szebasztián Simon (guitarra), Csaba Zahorán (baixo) e Dániel Szabó (bateria) demonstram ao fãs, em minha opinião esta é a fórmula perfeita para levantar o público, que por diversas vezes passou a cantar de forma uníssono algumas de suas composições, principalmente as mais antigas como I Know Them, Evil by Nature e Black Flag.

Com um show desse porte era impossível ficar parado e assim a banda seguiu levantando poeira com um medley incluindo as faixas Gypsy e Show Your Fist. Logo depois tivemos três músicas do álbum Outcast de 2006, I Choke, Outcast e Ambush In The Nigh e colocaram um ponto final nesta excelente apresentação com a potente Agressor.

Foi um show intenso e com uma energia incrível, onde músicos e fãs aproveitaram cada minuto deste momento tão especial, agora é torcer para que o Ektomorf não demore tanto tempo para retornar, até porque agora já conhecem o “caminho das índias “.

Setlist Lacerated and Carbonized

Third World Slavery
Awake the Thirst
Spawned in Rage
Narcohell
Bangu 3
Odio e o Caos
Blooddawn
Severed Nation
Seeds of Hate
Decree of Violence
Hell de Janeiro
Mundane Curse 

Setlist Ektomorf

The Prophet of Doom
AK 47
Fury
Faith and Strength
Bullet in Your Head
Tears of Christ
Infernal Warfare
Blood for Blood
If You're Willing to Die
Eternal Mayhem
Holocaust
I Know Them
Evil by Nature
Black Flag
Gypsy / Show Your Fist
I Choke
Outcast
Ambush In The Nigh
Aggressor

 

Pink Floyd Reunion - Tom Brasil, São Paulo - 08/02/2019



Por Rogério Talarico
Fotos por Renan Facciolo

Se alguém me dissesse que presenciou a grandiosa casa de shows Tom Brasil lotada, numa sexta-feira à noite para ver um show tributo, provavelmente eu não acreditaria. Não acreditaria não por ser um show em homenagem e sim visto a quantidade de shows e eventos que estão acontecendo na cidade de São Paulo, na qual fatidicamente o público faz escolhas. Porém a banda “Pink Floyd Reunion” formada em Belo Horizonte surpreendeu e reverteu este quadro esgotando ingressos da costumeira casa, no último dia 08.

Formado por uma banda, orquestra, coral e por um coro infantil, a banda oriunda de bares das noites de Minas Gerais foi audaciosa e pensou grande: Não apenas recrutou o time acima descrito mas decidiu fazer um espetáculo completo, em sincronia com o filme “The Wall” (1982), criado por Roger Waters (vocalista e baixista do Pink Floyd), que conta a vida, desilusões e a loucura do personagem Pink, que perdeu seu pai na segunda guerra mundial.

Com a casa de shows configurada com mesas e cadeiras para dar um melhor aproveitamento ao público devido as atrações audiovisuais, pontualmente às 22h, o grupo composto por mais de 50 músicos adentrou o palco do Tom Brasil. Minunciosamente programado e cronometrado, a banda iniciou sua apresentação em plena sincronia com o filme conforme prometido.

O vocalista Marcelo Cannan e tecladista Raphael Rocha intercalavam vozes assim como Roger Waters e David Gilmour fazem e vale a pena destacar a ótima extensão vocal de ambos os vocalistas, com destaque para a versatilidade e afinação de Marcelo que mesmo em meio a todos os elementos presentes neste concerto, conseguiu ficar em evidência. Outro diferencial é que na banda todos os integrantes fazem mais de uma coisa no palco e até mesmo o baterista Fernando Nigro fez vozes de apoio enquanto tocava seu instrumento, não deixando a apresentação monótona em momento algum.

Dentre as canções do filme, os destaques foram para a ótima execução da calma “Goodbye Blue Sky”, “Mother” que contou com um solo de violino feito pelo **spalla da Fractal Orchestra, “Bring Boys Back Home” com corais afinadíssimos e a aparição de crianças no palco para o coro de “Another Brick in the Wall, Pt. 2” que foi um show à parte.

Exaltados de pé pelo público após “Outside The Wall”, o vocalista Marcelo voltou ao palco com um enorme sorriso no rosto para apresentar toda a banda, orquestra, corais e fez questão de agradecer a todos que fizeram parte do espetáculo direta ou indiretamente. Com o público começando a sair, Cannan resolveu presentear os presentes e fazer um “bis” com as canções que não existem no filme, sendo “Hey You” e “The Show Must Go On”.

Sem dúvidas foi um ótimo espetáculo e quem foi esperando apenas “um filme com uma banda no palco” certamente saiu da casa de shows mais que satisfeito e boquiaberto com tamanha grandiosidade do concerto. Esperamos que a banda consiga levar esta peça para mais lugares do país, pois o grupo inovou e entregou muita qualidade nesta digníssima homenagem ao Pink Floyd.

**N.R: Spalla (em italiano, em português "ombro") é o nome dado ao primeiro-violino de uma orquestra

Agradecimentos a Mirian Martinez do Tom Brasil pela atenção e credenciamento.

 

Venom Inc - The House, São Paulo - 01/02/2019

Por Leandro Cherutti

Tudo começou há muito tempo, quando na Inglaterra surgiu um movimento que ficou conhecido mundialmente como NWOBHM (New Wave Of British Heavy Metal). Este movimento surgiu no final dos anos 70 e início dos anos 80, e logo se espalhou pelo mundo como um vírus, influenciando dezenas, centenas de bandas nos quatro cantos do globo.

Neste período o Reino Unido era um verdadeiro caldeirão borbulhante, onde surgiam bandas a todo momento, muitas se tornaram consagradas, outras não sobreviveram os anos 80 e outras até mesmo nem conseguiram gravar algo, mas dentre tantas bandas que apareceram neste momento, uma em especial conseguiu seu destaque, ganhando evidência no cenário mundial não por sua técnica, mas sim por criar um estilo rápido e muito mais agressivo do apresentado até então, abordando em suas letras temas satânicos, estou me referindo a banda Venom, amada por muitos e odiada por outros. O grupo é considerado o precursor de um dos estilos mais agressivos do mundo, o Black Metal.

Mas vamos ao que interessa, o último dia 1 de fevereiro foi uma data muito especial para os amantes da música extrema, pois tivemos o prazer de receber na capital paulista uma ramificação da banda Venom. Por que ramificação? Ramificação pois o nome original Venom ficou sobre a guarda de Conrad Lant, mas conhecido pelo público em geral como Cronos, e o que recebemos por aqui nesta última sexta feira se chama Venom Inc., que é praticamente o mesmo Venom que tivemos entre 1989 a 1992, formado por Tony Dolan (baixo), Mantas (guitarra) e Abaddon (bateria). O Venom Inc se formou em 2015 sobre o comando deste trio citado acima, mas infelizmente no ano de 2018 Abaddon abandonou o barco, deixando a responsabilidade das baquetas nas mãos do carismático Jeramie Kling.

Foi uma sexta feira típica de verão, muito calor e trânsito, desta forma eu e muitos outros fãs seguimos para o local do evento, alguns de carro, outros de ônibus, metrô, uber, taxi, não importava a forma, o importante era que chegássemos ao local, conhecido hoje como The House, mas que no passado se chamava Hangar 110, uma das casas mais importantes do underground paulistano. Ao estacionar meu carro e sair do estacionamento, tive a primeira surpresa da noite, ao meu encontro veio nada mais nada menos que Tony Dolan, que fez questão de me dar a mão e um abraço, um momento que guardarei para sempre, mas isto não é de se surpreender, até porque ele sempre foi muito atencioso pessoalmente e virtualmente.

Aproximadamente às 21h05 a casa teve seus portões abertos e o público começou a entrar, permaneci do lado de fora, até que às 21h20 chegou uma van de cor prata, ao abrir a porta notei que era os músicos chegando, bom esta foi a deixa para entrar e esperar. Não esperei muito e por volta das 21h35 um a um os integrantes do Venom Inc começaram a subir no palco, levando a galera ao delírio. O trio abriu sua apresentação com a rápida e ótima composição Metal We Bleed, inclusa no álbum Avé, lançado em 2017. O que viria depois era algo impressionante, um enxurrada de clássicos, o primeiro deles ficou por conta de Die Hard, que levantou o público tão rápido quanto um rastilho de pólvora, ocasionando uma explosão de alegria na pista, e este fogo não se apagou, pelo contrário, só foi se intensificando com mais e mais petardos, logo tivemos Welcome To Hell e Live like an Angel (Die like a Devil) ambas do disco que apresentou o velho Venom ao underground mundial. Em seguida os ingleses mandaram uma trinca avassaladora do álbum Prime Evil, nos remetendo a fase em que o “Venom” contava em sua formação com Tony Dolan e Mantas, esta sequência foi encabeçada por Blackened Are The Priests, seguida por Carnivorous e finalizada por Parasite.

Desde o início o baixo de Dolan estava apresentando um pequeno problema, nada que interferisse em peso no espetáculo, mas chegou um momento que o mesmo parou o show e resolveu intervir, pois a equipe técnica estava tendo certa dificuldade para resolver. Neste momento Mantas assumiu o microfone e passou a arriscar algumas palavras em português, logo depois relatou em inglês o problema cardíaco que o quase levou a morte no ano passado e de forma descontraída mostrou a grande cicatriz que ficou em seu peito, sendo ela fruto do procedimento cirúrgico sofreu na ocasião. Sanado o problema do baixo, o grupo seguiu o espetáculo com mais dois importantes hits, Warhead e Don’t Burn the Witch, momento que sem dúvidas ficaram eternizados em cada mente ali presente.

Com quase metade de seu repertório já executado, os músicos voltaram a apresentar mais uma composição do disco Avé, sendo a escolhida a faixa War, que possui uma pegada forte e um riff marcante, finalizando assim o ciclo deste álbum no imponente setlist.

Além da música em si, o que chama muito a atenção para este Venom é o carisma e atenção que os músicos disponibilizam ao público, ora um, ora outro, sempre algum deles está interagindo de forma intimista com a galera, criando desta forma um clima muito descontraído, unindo ainda mais a banda e fãs.

Dando continuidade à segunda metade da apresentação, chegou a hora de Lady Lust injetar uma dose extra de adrenalina no público, que neste momento já havia transformado a pista em uma espécie liquidificador humano. Logo em seguida vieram outros dois mega clássicos, Leave me in Hell do disco Black Metal de 1982, álbum que deu nome à todo a um estilo musical anos depois e na sequência tivemos mais uma da fase Dolan, desta vez, Temples of Ice.

Tudo que é bom acaba rápido, o tempo estava correndo em uma velocidade acelerada, já nos encaminhávamos para a reta final quando chegou um dos momentos mais altos desta apresentação, ocasião em que a faixa Black Metal passou a ser executada, fãs e músicos cantaram juntos a letra, talvez esta deve ser a música mais conhecida do grupo, logo em seguida mandaram outras duas composições do álbum Welcome to Hell, Sons of Satan e Witching Hour, após  tocarem estes dois hinos a banda deixou o palco, dando início a um coro, onde os insaciáveis fãs clamavam por mais, gritando em uníssono o nome Venom! Venom!

O grupo retornou da melhor forma possível, logo de cara mandaram a poderosa Bloodlust, e não ficaram por ai, depois nos presentearam com a maravilhosa e cadenciada In League with Satan e finalizaram esta soberba apresentação com uma de minhas composições favoritas, Countess Bathory, vale a pena ressaltar que esta última possui uma versão ao vivo muito boa sobre a voz de Tony Dolan, encontrada na coletânea In Memoriun de 1991.  
A simpatia dos músicos não ficou somente no palco, depois de sua apresentação Tony Dolan e Kling fizeram questão de receber a cada fã que os abordou, seja para um autografo, uma foto, ou um simples aperto de mão, já Mantas se dirigiu a van que os levariam ao hotel, mas com a mesma simplicidade recebeu cada fã que se aproximou do veículo e solicitou algo. Este trio nos proporcionou uma verdadeira aula de simpatia e humildade em sua mais pura essência.

Setlist:

Metal We Bleed
Die Hard
Welcome To Hell
Live like an Angel (Die like a Devil)
Blackened Are The Priests
Carnivorous
Parasite
Warhead
Don’t Burn the Witch
War
Lady Lust
Leave me in Hell
Temples of Ice
Black Metal
Sons of Satan
Witching Hour

Bis
Bloodlust
In League with Satan
Countess Bathory











 

EKTOMORF - Sesc Pompeia, São Paulo - 08/02/2019

O quarteto de thrash metal Ektomorf enfim se apresentará no Brasil. Após turnês canceladas em anos anteriores, a experiente banda da Hungria se prepara para desembarcar na América do Sul para três shows em território nacional, com produção da No Class Agency.

O giro para divulgar o pesado último disco ‘Fury’ e o recém-lançado single ‘Eternal Mayhem’ começa dia 7/2, no Rio de Janeiro (Teatro Odisseia), com abertura das bandas nacionais Tamuya Thrash TribeMaieutticaControle. Passa também por São Paulo no dia 8/2 (Sesc Pompeia) e termina na cidade paulista de São José dos Campos no dia 9/2 (Hocus Pocus), em ambas as datas com a banda carioca de death metal Lacerated And Carbonized como co-headliner. O Ektomorf ainda toca em Buenos Aires (Argentina) no dia 10/2.

Ao longo de 25 anos, o Ektomorf construiu uma sólida carreira na música pesada e é um nome mundialmente conhecido e respeitado, inclusive com diversos álbuns da extensa discografia lançados no Brasil.

Aliás, a icônica banda brasileira Sepultura, principalmente do início de carreira até o clássico 'Roots', foi por anos a grande inspiração de Zoltan Farkas (guitarra e vocal), o mentor e principal compositor da banda húngara. Hoje, no entanto, o thrash metal recheado de groove do Ektomorf também tem espaço para batidas próximas do death metal e raivosos riffs de outras escolas do heavy metal, clássicas e contemporâneas.

A diversidade funciona – e muito bem! – ao vivo. O Ektomorf é tanto uma banda que compõe e constantemente grava discos, como um agrupamento que coloca o trabalho à prova nos palcos mundo afora, como nos concorridos festivais Wacken, Summerbreeze, With Full Force e Bang Your Head. É quando o peso, o groove e atitude puramente metal deste quarteto húngaro é levado à exaustão em apresentações energéticas e altamente cativantes.

Para esta inédita turnê pelo Brasil e Argentina, o Ektomorf promete um longo repertório especial, com músicas de ‘Fury’ intercaladas aos tantos hits de discos anteriores, como Gypsy, I Know Them, Outcast, Show Your Fist, Black Flag, entre outras.

SERVIÇO

EKTOMORF NO RIO DE JANEIRO
Evento: www.facebook.com/events/1126747380811661
Data: 7 de fevereiro de 2019 
Horário: a partir das 19 horas 
Local: Teatro Odisseia 
Endereço: Avenida Mem de Sá, 66 - Lapa 
Ingresso: R$ 40 a R$ 60: https://pixelticket.com.br/eventos/2662/ektomorf-no-rio-de-janeiro

EKTOMORF EM SÃO PAULO
Evento: www.facebook.com/events/338019766793043
Data: 8 de fevereiro de 2019 
Horário: a partir das 20 horas 
Local: Sesc Pompeia 
Endereço: Rua Clélia, 93 
Ingresso: R$ 9 a R$ 30: bit.ly/ektomorf-sescpompeia

EKTOMORF EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
Evento: www.facebook.com/events/369808197142239
Data: 9 de fevereiro de 2019 
Horário: a partir das 18 horas 
Local: Hocus Pocus Stúdio & Café 
Endereço: Rua Paraibuna, 838 – Jardim São Dimas 
Ingresso: R$ 35 – 50: www.pixelticket.com.br/eventos/3079/ektomorf-e-lacerated-and-carbonized-em-sao-jose-dos-campos

Fonte: Tedesco Comunicação


 

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