Anathema - Clash Club, São Paulo - 08/02/2015

Por Rogério Talarico
Fotos por Bárbara Martins 

Para conferir mais fotos da apresentação, confira nosso Flicrk.

Depois de um ano e meio de sua última passagem pelo Brasil, a banda inglesa Anathema, marcada por aqui por alguns acontecimentos trágicos - como o cancelamento de 2 shows em sua véspera – finalmente veio ao Brasil e nesta segunda passagem pelo país, a banda realizou uma marcante apresentação em São Paulo.

A apresentação que estava marcada para as 20h45min começou com 15 minutos de atraso devido a enorme quantidade de pessoas que estavam ainda entrando na Clash Club, que possui lotação aproximada de 550 pessoas, mas que neste dia possuíam cerca de 900, fazendo muitos fãs assistirem o show próximo á saída da casa de shows e algumas que adquiriram o camarote da Clash Club para assistir com mais conforto assistiram ao show da escada, resultado desta enorme lotação.

Devido a uma pequena falha técnica a introdução do show foi interrompida por cerca de 5 minutos, mas após a estabilização do sistema de som a banda atualmente composta por Vincent Cavanagh e Lee Douglas nos vocais, Daniel Cavanagh na guitarra, James Cavanagh no baixo e pelo baterista Daniel Cardoso entraram no palco e iniciaram “Anathema”, canção do álbum em divulgação intitulado “Distant Satellites” e foram ovacionados pelo público. Também de seu novo álbum, foram tocadas as duas primeiras partes da canção “The Lost Song” com os músicos muito agitados e o público correspondendo igualmente a banda. Em sua sequencia, as ótimas duas partes de “Untouchable” foram também tocadas, fazendo o público delirar.

Os irmãos Cavanagh pareciam bem irritados com a casa de show e após a bela canção “Thin Air”, Vincent perguntou ao público se gostavam da Clash Club e após um ‘Não!’ proclamado pelo público, perguntou se preferia o Carioca Club – casa que haviam se apresentado em sua passagem por São Paulo -, escutando um sonoro ‘Yes!’. Com o discurso tomando um lado mais profissional, Vincent informou ao público que são músicos sérios e só subiram no palco porque sabem que os fãs brasileiros também são sérios. Mesmo irritados, a banda continuou a entregar um excelente show, e tocaram mais e mais clássicos, como a nova “Ariel”, a boa “Universal” e também a eletrônica “Closer”.

Após o costumeiro bis, a banda voltou ao palco com trajes diferentes mais confortáveis devido ao calor dentro do local – este redator que vos escreve presenciou uma mulher carioca que estava grávida não estava conseguindo ver o show do camarote assistindo o show sentada, virada de costas, pois era o único lugar que ela havia encontrado para ver sua ídolos ‘confortavelmente’ – iniciaram “Distant Satellites”. Voltando as suas origens, tocaram as boas “One Last Goodbye” e “Deep”, ambas do álbum “Judgement” e também a ótima “A Natural Disaster” de seu álbum com mesmo nome. Encerraram esta estrondosa apresentação com obscura “Fragile Dreams”.

Apesar dos problemas técnicos, da baixa infraestrutura da casa e superlotação, a banda que muito reclamou – com toda razão -, pareceu se divertir bastante nesta noite em solo brasileiro e entreteve seu público de forma única, emocionante e direta. Uma incrível apresentação de músicos realmente profissionais e comprometidos com seu público.

Set List:

Anathema
The Lost Song, Part 1
The Lost Song, Part 2
Untouchable, Part 1
Untouchable, Part 2
Thin Air
Ariel
The Lost Song, Part 3
The Beginning and the End
Universal
Closer

Bis:

Firelight
Distant Satellites
One Last Goodbye
Deep
A Natural Disaster
Fragile Dreams

Agradecimentos ao Costábile Salzano Jr. da The Ultimate Music e a Sob Controle pela atenção e credenciamento.

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