Marduk - Clash Club, São Paulo - 18/04/2015

Resenha e fotos por Leandro Cherutti

Em 1990, na cidade de Norrköping, Suécia, nasceu um dos maiores nomes do Black Metal mundial, o Marduk. O grupo possui 25 anos de estrada e acumulou neste periodo13 álbuns de estúdio, sendo o ultimo lançado em janeiro de 2015 com o nome de Frontschwein. E foi justamente em turnê de divulgação deste recente trabalho, que a banda retornou a cidade de São Paulo para a realização de um único show. A última visita havia ocorrido no mês de agosto de 2013, onde se apresentou ao lado de grandes nomes como Unearthly, Sinister, Vader e Suffocation.

A data para esta nova apresentação foi 18 de abril e o local escolhido a Clash Club, localizada próximo ao Memorial da América Latina, zona oeste da capital. Este evento também contou com as presenças das bandas In Soulitary e Castifas, ambas brasileiras.

Cheguei a Rua Barra Funda 969, por volta das 17 horas e fiquei surpreso com o número de pessoas ali presente, se eu fosse contar não daria 70 indivíduos. Este número melhorou um pouco com o decorrer do tempo e momentos antes do Marduk, veio há superar o seu dobro.

O primeiro grupo a subir ao palco foi o In Soulitary, que deu as caras aproximadamente às 18h50. A banda apresentou a platéia algumas composições próprias e duas delas foram Written to Life e Behind The Rows. Logo depois o sexteto prestou uma humilde homenagem ao falecido músico Chuck Schuldiner, do lendário grupo norte americano Death, nesta ocasião tocaram a linda Evil Dead, encontrada no clássico disco Scream Bloody Gore. Na seqüência o vocalista Marcel Briani apresentou ao público seus companheiros, sendo eles: Danny Schneider e Rafael Pacheco nas guitarras, Matthew Liles (Bateria), André Bortolai (Teclado) e Elder Oliveira (Baixo). Em seguida os músicos mandaram a canção Hollow e colocaram um ponto final em sua apresentação com Raven King.

Depois de um breve intervalo, chegou à vez da horda Castifas comparecer ao palco, que abriu sua noite com a faixa Bloodlust And Hate. O grupo originário do Rio de Janeiro trouxe a cidade de São Paulo um primoroso Black Metal, que conquistou o público logo de cara. Desta forma a banda seguiu tocando Screams And Torment, Kingdom of Satan e Lucifer My Master.

A Formação desta noite foi composta por Hoertel (Vocal), Lord Anti-Christ (Bateria), Deathcult e Rodrigo Bissoli (Guitarra) e Wagner (Baixo). Em exatos 30 minutos, o quinteto realizou um concerto digno e honroso.

Mais um intervalo se estabeleceu, mas este era especial, porque em seu termino teríamos o Marduk. Durante este tempo ocorreu uma grande movimentação no palco, com a presença de alguns roadies que tentavam pendurar por detrás da bateria uma grande bandeira com o logo da banda e quando isto finalmente se concretizou as luzes se apagaram e pontualmente às 20h43 uma introdução com ruídos de guerra tomou conta do recinto, criando uma grande expectativa nos fãs, pois sabiam que a qualquer momento os suecos poderiam aparecer e isto se deu com a entrada do novo baterista Fredrik Widigs, na seqüência entraram Devo (Baixo), Mortuus (Vocal) e Morgan (Guitarra) que mandaram logo de cara a poderosa composição Frontschwein, abrindo de forma devastadora esta apresentação. O Marduk seguiu fuzilando o público com The Blond Beast, que como a anterior, faz parte do novo disco. O primeiro clássico da noite se deu com a perfeita execução de Slay the Nazarene, faixa que pode ser encontrada no maravilhoso disco Nightwing de 1998. O som estava nítido, porém muito alto e esta foi à queixa de muito dos presentes, estava difícil permanecer muito tempo próximo ao palco, mas tirando este pequeno empecilho, tudo esteve perfeito.

Esta nova seqüência musical mesclou duas fases distintas do grupo, que contou com The Levelling Dust gravada pelo atual vocalista Mortuus e na seqüência tivemos 502 imortalizada nos vocais de Erik Legion, considerado por muitos o melhor vocalista que o Marduk já possuiu em sua longa trajetória. Música após música o quarteto seguiu conquistando terreno e as próximas a enlouquecerem os fãs foram Wartheland, Serpent Sermon e ainda os clássicos Cloven Hoof e Burn My Coffin.

O show continuou com Into Utter Madness, Womb of Perishableness, Warschau e se encerrou com o petardo The Black. As luzes se apagaram e outra introdução muito parecida com a primeira tomou conta do ambiente, o público se manteve fixo em seu lugar, ansioso pela volta da banda, mas passados 3 minutos as luzes se ascenderam e tivemos a triste confirmação que o show havia se acabado. Em minha opinião faltaram alguns clássicos, que poderiam muito bem ser lembrados com mais 30 minutos de devastação sonora.

O grupo esteve impecável e mostrou uma excelente presença de palco, a platéia não deixou por menos e participou insanamente do espetáculo, e que espetáculo, diga-se de passagem, era como se um tanque Panzer VI - Tiger II houvesse passado pela Clash Club naquela noite e não tivesse deixado pedra sobre pedra. Como sempre um show fabuloso.


Agradecimentos ao Costábile Salzano Jr. da The Ultimate Music pela atenção e credenciamento.




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