Furia Inc. - RAW

Por Rogério Talarico

Fúria Inc, a banda formada em 2009 lançou em 2019 seu segundo álbum initulado “Raw”, que conta com 10 ótimas faixas e vale a pena a ser ouvido. Atualmente formado por Victor Cutrale nos vocais, Fabio Carito no baixo e pelos irmãos Neto Romão na bateria e Gustavo Romão na guitarra o grupo entregou um trabalho de excelente qualidade ao ouvinte e relato minha experiência, faixa-a-faixa, abaixo.

"Raw" inicia com começo sombrio, uma ótima introdução para a destruição que viria a seguir."The Endless Void" mostra toda a qualidade do grupo paulista logo na primeira canção, que inicia com guturais expressivos e linhas de guitarras nada enjoativas. "Max (The Moon Dagger)" segue na mesma linha e mantém uma constante de muito peso e cito como ponto forte a frenética linha de baixo de Fábio Carito juntamente com as marcantes porradas na bateria de Neto.

A brutal e obscura "D-Generation" possui um excelente solo de guitarra e é um dos pontos fortes do álbum, assim como sua sucessora, "Light the Fire" que tem um início mais voltado para o estilo New Metal, assim como seu excelente solo de guitarra que praticamente finaliza a canção.

"Killing Machine" é uma daquelas canções que começa de uma forma mas toma um rumo bem diferente e surpreende o ouvinte devido a brusca mudança. "Slaves to the Blood" é uma daquelas músicas refrãozentas, indispensável para execuções ao vivo.

“Private Fiction” é provavelmente a música mais diferente de todo o disco devido a harmonia de sua introdução, outra com um ótimo refrão e que antecede a pesadíssima “Devouring Darkness” que inicia com um discurso que simula uma reza, preleção esta que aparece novamente no meio da canção e conota uma batalha entre o céu e o inferno.

Se enganou quem pensou que este álbum teria alguma canção calma ou acústica, e assim como as outras músicas, a derradeira “The Knight and the Bishop” - que conta com a participação especial do excelente vocalista Igor Godoi da banda Sioux 66 – mostrou muito peso mesclado com harmonia, devido a versatilidade do vocalista convidado.

 

Sioux66 - MMXIX

Por Rogério Talarico

O grupo Sioux 66 já é bem conhecido em terras brasileiras não somente qualidade de seu hard rock cantado em português mas também pela participação em grandes shows como a apresentação juntamente ao Aerosmith e também pelo recente show no Rock in Rio, mostrando o reconhecimento e que o grupo vem tendo. Com a saída do guitarrista Mikka Jaxx, ficou a cargo do Yohan Kisser assumir uma das 6 cordas da banda ao lado do ótimo Bento Mello na gravação do terceiro álbum de estúdio intitulado “MMXIX”, lançado em 18 de Outubro deste ano.

“Laico” introduz o ouvinte ao disco num clima totalmente psicodélico, com sintetizadores e após, um belo solo de violão, abrindo espaço para a rápida “Paralisia”, que possui uma levada constante e um belo solo de guitarra. “Respostas” inicia com o forte timbre do baixo de Fabio Bonnies e é uma música com indagações feitas pela população diante dos problemas diários de casos criminalísticos divulgados pela mídia. A canção termina de forma incomum com um chorinho de samba, uma surpresa à quem escuta o CD.

“O Corre” possui uma ótima letra e um instrumental extremamente fácil de se ouvir. Assim como a maioria das canções do grupo, a veloz “Virtual/Realidade’ possui um refrão bem grudento e faz referência ao exacerbado consumo de tecnologia. ”Diversão” possui três participações especiais: Branco Mello (guitarrista do Titãs), Cyz Mendes e Gabriel Martins (vocalista do Matilha) e é um rock n’roll clássico e com certeza uma das mais marcantes do disco.

“Jaz” quebra totalmente o clima e se parece bastante a primeira canção, tendo como ponto forte a percussão contendo tambores, chocalhos e outros elementos, certamente outra grande surpresa. Como curiosidade, a música foi gravada com os mesmos instrumentos utilizados na gravação do álbum “Roots” dos gigantes do Sepultura e foi criada pelo baterista Gabriel Haddad e por Yohan Kisser. O single “Aqui estamos” infelizmente é a última canção do álbum, e retoma a empolgação das músicas anteriores e é o maior destaque deste disco que é um dos melhores lançamentos nacionais do ano.

 

Dark Dimensions Fest - Internacional Eventos – 11/12/2019











Fotos e texto por Rogério Talarico

As festas de final de ano estão quase chegando, mas é claro que a agenda de shows internacionais não cessou e, no último dia 08 o município de Guarulhos em São Paulo recebeu as bandas Accept e W.A.S.P., 2 importantes nomes do metal mundial no Dark Dinensions Fest. O espaço Internacional Eventos, escolhido para abrigar o festival não está na rota dos shows do estilo e fica afastado do centro de São Paulo, mas não foi impeditivo para que milhares de fãs se deslocassem e lotassem o evento para prestigiar o festival.

Após a abertura dos brasileiros do Trend Kill Ghosts, pontualmente às 18h30min, o grupo capitaneado pelo guitarrista Wolf Hoffmann subiu ao palco do enorme galpão ao som de “Die by the Sword” com todos os músicos entrando em sincronia no palco. Mark Tornillo é um excelente vocalista e sabe exatamente como conquistar o público logo no início do show, tamanha a simpatia, carisma e força do frontman.

O sexteto retornou à São Paulo em menos de um ano de sua última passagem, ainda em divulgação de seu último disco de estúdio intitulado “The Rise of Chaos”, então é claro que canções deste ótimo disco como “No Regrets” e “Analog Man” estariam presentes no show. A banda que sabe mesclar muito bem suas novas e velhas músicas ao vivo, presenteou também o público brasileiro com os clássicos “Restless and Wild”, “London Leatherboys”, “Final Journey” e, um dos maiores hits do grupo “Princess of the Dawn”, com um belo coro feito pelo público.

Ver um show do Accept é uma experiência única, devido ao entrosamento dos integrantes e pela visível paixão ao que fazem. Danças, sincronismos, brincadeiras e muito sorriso são constantes no palco, além de ‘heavy metal de primeira linha’ deixando o espetáculo extremamente cativante. Para o bis, reservaram uma trinca estonteante e que arrancou muitos gritos e aplausos do público: “Metal Heart”, “Teutonic Terror” e “Balls to the Wall”.

O grupo já passou por grandes reformulações e da formação original hoje apenas Wolf Hoffmann está na banda. Mesmo com tantas mudanças e com a recente saída do baixista original, Peter Baltes – substituído pelo competente Martin Motnik -, o grupo entregou um show incrível e emocionante. Ver uma apresentação do Accept é sinônimo de pura diversão.

W.A.S.P.

Após 9 anos sem pisar em terras tupiniquins, o W.A.S.P., atualmente formado por Blackie Lawless nos vocais, Doug Blair na guitarra, Mike Duda no baixo e pelo competente baterista brasileiro Aquiles Priester, matou o jejum do público brasileiro e subiu no palco pontualmente às 20h40min ao som da dobradinha “On Your Knees” e “Inside the Electric Circus”. Blackie pouco fala com seu público e por tocar guitarra também, fica preso ao seu microfone, mas apenas com o olhar parece comandar os seus companheiros de banda e também seu público.

A banda certamente soa mais pesada em seus concertos ao vivo do que nos álbuns e surpreende demais devido a qualidade dos músicos integrantes do grupo. Músicas como “Crazy”, “Hellion” e “I Don't Need No Doctor” soam muito mais ‘heavy’ do que são e ajuda a garantir a empolgação do público. Outro ponto notável foi a presença de linhas vocais pré-gravadas das vozes de Blackie, ficando evidente nos coros das canções na qual o vocalista se afastava do microfone e ainda assim era possível escutar sua voz ecoando pelo sistema de som, infelizmente desagradando alguns fãs presentes.

Para o primeiro bis, o grupo reservou a bela “Chainsaw Charlie (Murders in the New Morgue)” e também “The Great Misconceptions of Me” com o vocalista anunciando o baterista Aquiles e dando os créditos ao brasileiro. Quase sem contato com o público os músicos se retiraram do palco, mas logo voltaram para o segundo bis, na qual reservaram a bela “Wild Child”, uma das mais esperadas da noite. Com a animada “I Wanna Be Somebody’ o quarteto se despediu do público após uma curta apresentação de aproximadamente 1h20min, matando a fome dos fãs nesta primeira edição deste festival.

Setlist Accept:

Die by the Sword
Stalingrad
Restless and Wild
London Leatherboys
No Regrets
Analog Man
Final Journey
Shadow Soldiers
Princess of the Dawn
Midnight Mover
Up to the Limit
Pandemic
Fast as a Shark

Bis:
Metal Heart
Teutonic Terror
Balls to the Wall

Setlist W.A.S.P.

On Your Knees / Inside the Electric Circus
The Real Me (The Who cover)
L.O.V.E. Machine
Crazy
The Idol
Hellion / I Don't Need No Doctor
Arena of Pleasure

Bis:
Chainsaw Charlie (Murders in the New Morgue)
The Great Misconceptions of Me

Bis 2:
Wild Child
I Wanna Be Somebody

Agradecimentos ao Marcos Paulo da Dark Dimensions pela atenção e credenciamento.

 

W.A.S.P. e Accept: show único no Brasil já é nesta semana!

As bandas W.A.S.P. e Accept confirmaram show único no Brasil para o dia 8 de dezembro. As apresentações serão no Dark Dimensions Metal Fest, com produção de Dark Dimension e MB Produções, na casa de shows Internacional Events (Antiga Philips - av. João Cavalari, 133) em Guarulhos (SP).

Os ingressos já estão à venda, no site do Clube do Ingresso e em diversos pontos de venda, com ou sem taxa de serviço, especificados em publicação nas redes sociais da produtora.

As entradas de primeiro lote custam:

- Pista: R$ 280 (inteira), R$ 140 (meia-entrada para estudantes ou meia solidária para não estudantes com doação de 1 kg de alimento);
- Pista premium: R$ 500 (inteira), R$ 250 (meia-entrada para estudantes ou meia solidária para não estudantes com doação de 1 kg de alimento).

Em suas turnês atuais, W.A.S.P. e Accept não estão promovendo nenhum álbum de estúdio lançado recentemente. A banda de Blackie Lawless, que tem excursionado com o brasileiro Aquiles Priester na bateria, realizou uma série de apresentações por festivais europeus recentemente - mesmo caso do Accept, que vinha divulgando o ao vivo "Symphonic Terror: Live at Wacken" (2018).

Confira o serviço abaixo: 

Data: 08 de dezembro de 219 (domingo)
Local: Internacional Eventos (antiga Philips)
Endereço: Av. João Cavalari, 133. Ponte Grande (em frente ao Shopping Internacional)
Classificação etária: +16
Horário:
Accept - 18h30
W.A.S.P. - 20h40

Venda online: https://www.clubedoingresso.com/evento/darkdimensionsmetalfest

Pontos de vendas sem taxa de serviço (Carioca club e Loja 255 Galeria do Rock) apenas para pagamento em dinheiro:

Carioca Club Pinheiros
Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros - São Paulo, SP
De segunda à sexta-feira das 12:00 às 18:00 horas
Sujeito a cobrança de taxa de serviço para pagamento com cartão de crédito ou débito

Galeria do Rock - Loja 255
Avenida São João, 439, Centro - São Paulo, SP
De segunda à sexta-feira das 10:30 às 19:00 horas
Sábado das 10:30 às 17:00 horas

 

Scott Stapp – Audio, São Paulo – 17/11/2019







Texto e fotos por Rogério Talarico

Scott Stapp ficou mundialmente conhecido nas paradas musicais por seus sucessos à frente do Creed, banda conhecida no movimento pós-grunge no final da década de 90 e início dos anos 2000 devido a hits como “With Arms Are Open” e “One Last Breath”.

Depois de quase 3 anos de sua última visita solo ao Brasil, Scott veio ao país passando por cidades como Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e, não poderia faltar São Paulo, conhecido como o polo do heavy metal por aqui. O icônico vocalista veio a terra da garôa não com a banda que o levou ao estrelato e sim divulgando seu mais recente disco, “The Space Between the Shadows”.

Pontualmente às 21h, Stapp acompanhado por Yiannis Papadopoulos e Ben Flanders nas guitarras, pelo baterista Dango Empire e pelo baixista Sammy Hudson subiu ao palco extremamente iluminado e com muita fumaça, e com a pesada “Bullets” impressionou todos os presentes.

Tocando boa parte dos clássicos do Creed como “My Own Prison”, “Overcome” e “What If”, Stapp já garantiu a atenção e entrega do público logo no início de sua apresentação. Se alguém pensou que as canções de sua carreira solo esfriariam o clima do show, o single “Name” provou que não e mesmo com o álbum recém lançado, evidenciou o sucesso da fase atual do vocalista.

O hit ” With Arms Wide Open” colocou a casa abaixo, e foi um dos momentos altos da apresentação. Antes do bis, o vocalista ainda executou o primeiro single do último disco, “Purpose for Pain” e seu pegajoso refrão garantiu a diversão do público nessa primeira parte do show.

No retorno ao palco, Stapp anunciou “Don't Stop Dancing” em uma versão acústica incrível, música somente executada em sua turnê na América do Sul, e, de acordo com as palavras do vocalista, ele o faz como agradecimento ao público mais receptivo e caloroso da sua vida. Após “Gone Too Soon”, Scott anunciou término da noite e mandou mais 2 canções de sua era no Creed, as ótimas “One Last Breath” e “My Sacrifice”, finalizando assim uma apresentação memorável e pra lá de calorosa e empolgante, mostrando que o vocalista não ficou preso ao passado e continua acalentando os corações e mentes do mundo todo.

Agradecimentos a Damaris Hoffman da Honorsounds pela atenção e credenciamento.

Set List:

Bullets (Creed cover)
World I Used to Know
My Own Prison (Creed cover)
Face of the Sun
Overcome (Creed cover)
Inside Us All (Creed cover)
What If (Creed cover)
Name
Survivor
With Arms Wide Open (Creed cover)
Higher (Creed cover)
Purpose for Pain

Bis:

Don't Stop Dancing (Creed cover) (Acoustic)
Gone Too Soon
One Last Breath (Creed cover)
My Sacrifice (Creed cover)

 

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